Os alunos da Escola Municipal de Paracatu de Baixo, localizada no distrito de Paracatu, participaram da gravação do hino escolar em um estúdio profissional de Mariana (MG). A ação integra as atividades de Musicalização Infantojuvenil do Programa Abrindo Espaços e reforça o protagonismo dos estudantes e o papel da música como ferramenta de transformação social.
A primeira apresentação pública do hino acontecerá no dia 27 de novembro, para toda a comunidade, mas aqui você confere um pouco da energia que contagiou o dia de gravação.
Sentiu essa energia daí? Pois é! Em 9 de outubro, a turma saiu da escola às 7h30, em um transporte cedido pela Samarco. Eles estavam acompanhados pela pedagoga, diretora e funcionários, além de alguns pais.
Por volta de uma hora depois, ao chegarem ao estúdio “Jackson Costa Produções”, as crianças foram recebidas pelos professores de música e um lanche. Eles participaram de exercícios de relaxamento e aquecimento vocal e corporal para, em seguida, entrar em estúdio em duplas. A captação das vozes foi feita individualmente.
No dia 25 de outubro, os alunos retornaram ao estúdio para regravar trechos do hino e a versão final foi apresentada e aprovadas pelos músicos mirins alguns dias depois.
Aulas de Musicalização no Programa Abrindo Espaços
A gravação do hino escolar dá continuidade ao Projeto de Musicalização Infantojuvenil, criado pela moradora e musicista Leydiane Faustino, e apoiado pelo Edital Novos Distritos. As aulas, que se encerrariam em julho, foram integradas ao Programa Abrindo Espaços para garantir maior participação da comunidade.
Desde setembro, as ações passaram a atender ao público infantojuvenil da E.M. de Paracatu de Baixo, que participa de oficinas no período diurno, no contraturno escolar, ampliando as oportunidades de contato com o canto e a percussão. Aulas de canto coral também foram estendidas aos integrantes do Coral Canta Comigo, grupo tradicional da comunidade.
O Programa Abrindo Espaços é uma iniciativa do Plano de Referências Culturais, que tem como objetivo promover expressões culturais e fortalecer projetos comunitários, coletivos, organizações sociais e agentes culturais das comunidades reassentadas em função do rompimento da barragem de Fundão.



